“A sociedade é muito capacitista”, diz paratleta

21/09/2020

Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência é comemorado nesta segunda, 21

Um erro médico durante o parto mudou a vida de Bruna Gabriela Salvador, de 19 anos. A jovem, que é paratleta do Triathlon Mampituba e acadêmica de Psicologia, sempre precisou da cadeira de rodas e hoje luta pela inclusão e pelo fim do preconceito.  Para isso, fundou e preside a Associação de Pessoas com Deficiência e Amigos (APDA) e idealizou o Projeto Eu Existo, no Instagram, que tem como foco a luta em prol da acessibilidade, direito a inclusão social e equidade.

Bruna conta que a falta de acessibilidade é uma das maiores dificuldades que ela e outras pessoas com deficiência (PcD) enfrentam. “A sociedade é muito capacitista”, diz a paratleta e explica que capacitismo é opressão ou discriminação contra a pessoa com deficiência. “Vai de expressões como “coitadinho”, se impressionar com um PcD sendo bem-sucedido, até mesmo ao estacionar em vaga reservada. É necessária muita discussão e pontos de reflexão para mudarmos o cenário”, explica. Para Bruna, o primeiro passo para garantir os direitos das pessoas com deficiência é entender que eles não são privilégios. “É saber que se trata de equidade”, esclarece.

Pensado para dar visibilidade a esta causa, o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência é comemorado nesta segunda-feira (21). “Além da importância de falarmos sobre a inclusão social, considero esta data uma forma de dar visibilidade para a causa, dar voz às pessoas que enfrentam injustiças e desigualdades na sociedade”, afirma.

No esporte

Desde pequena Bruna pratica atividades físicas. A dança fez parte de toda a infância. Já na adolescência jogava basquete por diversão, sendo a única cadeirante do time. “O ciclismo entrou em minha vida em 2017 e, através de alguns amigos que pedalavam comigo, conheci o meu atual treinador, Tiago Marcelino Gomes, que me convidou para treinar e representar a S.R. Mampituba na modalidade de Triathlon”, conta.

Para a atleta do paratriathlon, apesar de muitas coisas já terem mudado, o paratleta ainda tem pouca visibilidade. “No Brasil, país do futebol, toda atenção da mídia geralmente é voltada a isso. As paraolimpíadas são consideradas recentes, já que só ganharam força depois da Segunda Guerra Mundial”, pontua. Bruna acredita que a falta de visibilidade é a responsável pela falta de incentivo. “Precisamos de mais projetos que fomentem a busca de pessoas com deficiência para o esporte, com uma estrutura adequada e que seja acessível a todos”, conscientiza.

13/10/2026
Ginastas do Mampituba/FME Criciúma conquistam quatro ouros em competições estaduais

A equipe de ginástica rítmica do Mampituba/FME Criciúma conquistou quatro medalhas de ouro no Torneio Estadual Adulto e no Campeonato Estadual Adulto da modalidade, realizados neste fim de semana, em Florianópolis. No Torneio Estadual Adulto de Ginástica Rítmica, Julia Martins garantiu o 1º lugar nas provas de bola e fita. Com os resultados, a atleta […]

Leia mais
13/10/2026
Mampituba/FME Criciúma conquista cinco medalhas no Festival Estadual Mirim e Petiz de Natação

A equipe de natação do Mampituba/FME Criciúma conquistou cinco medalhas no 3º Festival Estadual Mirim e Petiz de Natação 2026. A competição foi realizada entre os dias neste final de semana, na piscina olímpica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, e reuniu 415 atletas de 23 equipes. O Mampituba/FME Criciúma participou do […]

Leia mais
12/10/2026
Mais de 1 mil pessoas celebram o Dia das Crianças no Mampituba

Mais de 1 mil pessoas passaram pelo Salão Principal Abílio Paulo, da Sociedade Recreativa Mampituba, nesta segunda-feira (12), durante a programação especial em comemoração ao Dia das Crianças. Realizado das 15h às 18h, o evento contou com a participação de Lucas Melo, que conduziu brincadeiras para o público. A tarde também teve brinquedos, distribuição de […]

Leia mais

Parceiros

Conheça os parceiros que caminham com o nosso clube.